MARATONA ATARI – Especial “Games Obscenos”

Tirem as crianças da sala, caros amigos retrogamers! Nesse nova etapa da nossa Maratona Atari (que irá corajosamente resenhar TODOS os jogos do clássico videogame Atari 2600), nós iremos descer ao submundo sujo, vulgar e obsceno dos games pornográficos do Atari. Games pornográficos?!? Mas a Atari admitia esse tipo de coisa no seu console? A resposta é não, não permitia. Acontece que, naquela época, algumas empresas de poucos escrúpulos lançavam jogos não autorizados para o Atari 2600, e provavelmente a mais infame dessas empresas era a Mystique, especializada em lançar “jogos adultos” (leia-se: jogos horríveis com putaria explícita) para o console.

Há uma série de jogos pornôs para o Atari, e nem todos foram lançados pela Mystique, mas a maior parte (e os mais horrendos) são obra dela.  Mas, nessa etapa da maratona, não iremos falar de todos os jogos “eróticos” do Atari, apenas daqueles que começam com a letra “B” (afinal de contas, a rigor estamos seguindo a ordem alfabética da biblioteca de jogos do Atari).

 


A primeira pérola de hoje é BACHELOR PARTY, lançado em 1982 pela Mystique. É o típico jogo vagabundo com temática sexual da empresa. Você controla uma plataforma na parte esquerda da tela e um sujeito pelado  (e de pau duro, óbvio) fica voando dentro de uma sala cheia de mulheres nuas. Aparentemente, isso é pra ser uma festa de despedida de solteiro, e o objetivo é usar a plataforma para fazer o cara ricochetear e encostar (leia-se “traçar”) todas as garotas espalhadas pela sala. É claramente uma cópia barata do antigo clássico Breakout, só que – ao invés de demolir paredes com uma bolinha que cai na vertical – aqui o jogador tem que “eliminar” as garotas com um sujeito nu que tenta sair da tela pela horizontal. É tudo ridículo, e a jogabilidade evidentemente é limitada e horrorosa.

Se você achou que esse era o fim da picada, prepare-se: a mesma empresa teve a cara de pau de lançar outro jogo virtualmente idêntico, chamado BACHELORETTE PARTY, no qual a única diferença é que agora o objetivo é fazer com que uma mulher pelada “pegue” todos os caras espalhados (e de pau duro, óbvio) pela sala. Sério, é de chorar! Eu espero que ninguém jamais tenha comprado esses jogos para satisfazer algum tipo de tara sexual ou para aplacar o tesão, porque isso seria doentiamente lamentável.

Agora é sério: tire as crianças da sala! E, se você não gosta de baixaria, por favor pare de ler AGORA e volte no Cemetery Games apenas no próximo post. Vamos falar agora de um dos games mais gratuitamente vulgares e nojentos da história da humanidade, uma coisa revoltante, deprimente e assustadora. Tá lendo ainda? Bom, depois não diga que eu não avisei …

BEAT’EM & EAT’EM também foi lançado em 1982, também por obra e graça da infame Mystique. Mas dessa vez a empresa perdeu todos os critérios de decência (supondo que um dia teve). Sinceramente, dá até vergonha de falar de uma coisa dessas aqui nesse blog limpinho e família que é o Cemetery Games. Mas vamos lá! Tá preparado?

 

Nessa DESGRAÇA videogâmica, o jogador controla duas loiras peitudas que estão peladas em frente a um prédio, ambas com as bocas bem abertas. Lá no alto do prédio, um tarado com um pênis gigante fica se masturbando e ejaculando em direção à calçada, e o objetivo é movimentar as duas vagabundas lá embaixo para que elas não deixem de beber nenhuma gota do … AHHHHHH, CHEGA!!!! Esse troço é asqueroso demais! Que ideia absurda para um jogo é essa?!? Desde quando é “sexy” mostrar duas vagabundas peladas no meio de uma cidade, tentando beber o esperma de um punheteiro antes que caia na calçada?!??

Segundo a Wikipedia, Beat’em & Eat’Em é frequentemente considerado um dos piores jogos de videogame já feitos. Eu ainda acho que é dizer pouco. Esse troço é um crime contra a história dos videogames, e seus criadores deveriam ter ido parar na cadeia por crime contra os consumidores.

 


Depois de todo esse lixo da Mystique, vamos encerrar essa etapa da maratona com um game que possui temática violenta, mas que é muito bom: em BANK HEIST, lançado em 1983, o jogador controla um assaltante que cruza diversas cidades de carro, assaltando bancos e fugindo da polícia. Cada labirinto é uma cidade, e o objetivo é passar com o carro por cima de todos os bancos que aparecem, fugir dos carros de polícia que vão aparecendo e, sempre que possível, destruir os veículos da polícia com tiros que saem da traseira do carro do criminoso. Depois de assaltar alguns bancos, o jogador pode ir para outra cidade, o que fará o tanque de combustível ser reabastecido na proporção em que ele acumulou pontos na cidade anterior.


Esse é um joguinho bem legal, e cheguei a tê-lo (num cartucho nacional da CCE) na época em que tive meu Atari. Além de ter uma mecânica relativamente original em termos de Atari 2600, o jogo também se destacava por colocar o jogador no papel do bandido, o que não era comum na época. Se você achava que a bandidagem ativa nos videogames havia começado com a série Grand Theft Auto, melhor pensar de novo!

Bem, chegamos ao final de mais uma etapa da Maratona Atari. Descemos ao infernos dos jogos asquerosos e vulgares da Mystique e passamos pelo avô da série GTA. Até a próxima parte da maratona, caros retrogamers!

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